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presente da memória

Registros escritos com certa distância tem a qualidade de enfatizar os momentos ditos mais potentes, mas também podem amenizar ou mesmo esquecer pequenas potências.

Eu já havia passado pelo tarantismo... em 2012... a partir de uma proposta do núcleo... em um contexto bem diferente... ruínas de um pavilhão inacabado de celas solitárias do Complexo do Carandiru, no Parque da Juventude... a paisagem era impactante, derruída, com imensas camadas de história e violência. Muitos corpos compartilhando aquela proposta, num frenesitransecoletivo. Estímulos externos, conceituais, políticos alimentavam a experiência.


Agora, 7 anos depois, fui ao encontro do 16 sem saber o que esperar... O que aconteceria com a

proposta em um espaço neutro, o do estúdio?



As imagens eram conhecidas, mas foram reavivadas naquele instante. Fui surpreendida por uma experiência vinda agora de uma referência interna, física e dolorida. Nunca pensei que a Isis pudesse ser tão cruel... indicadores e polegares precisos, incisivos e maléficos. Me davam estímulos que alfinetavam meu corpo a partir dos dedos do pé. E a cada aproximação das mãos dela, o choque já se fazia presente. A experiência vinda de dentro para fora completava a antiga e a experimentação se deu com as duas referências - 2012 | 2019. A presente e a da memória. Estímulos e choques menores. Ao invés de movimentos disparados por todos os poros do corpo - em um emaranhado louco -, disparos precisos e direcionados. Agora uma loucura mais neurótica e menos catártica...

A relação com o bando se dava por meio de uma visão quase cega, embaçada e baixa, onde os níveis e conexões eram explorados pelos ouvidos.


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