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Fluxo sem órgãos-uma intervenção carnavalista


Fluxo sem órgãos Farei esse texto em fluência sem pausa sem virgula sem pontuação acredito que as palavras precisam de fluência os sentidos precisam de fluência enfim tudo isso é uma experimentação para fazer essa tarefa em poucos minutos porque agora ao olhar o meu relógio são 12:22 e o Uri dormiu desculpe esse jeito de escrever mas só assim vou conseguir realizar e resistir nesse grupo de estudos desculpe por subverter a forma esperada de um texto convencional desculpe mesmo ou não desculpe aqui estou fazendo uma intervenção carnavalista sim carnavalista no sentido de subversão porem em um tempo que não se foi designado a tal portanto extra-revolucionário sem desvalorizar o carnaval como uma grande resistência da população com a cultura e a cidade e aqui não falo de um carnaval especifico mas falo do momento que as pessoas se permitem se auto parodiarem se fantasiando festejando soltando incorporando pulando gritando ( nossa que vontade de colocar um ponto ou uma virgula ) nossa será que consigo corporificar esse texto em fluência atropelada será que consigo atropelar-me a mim mesma a ponto de não me levar a sério não muito idiota sem ser a minha fantasia sem ser nada só ser a experiência disso tudo me fazendo de boba mas sim de idiota talvez assim funcione talvez não funcione não importa não existe não funciona como se o corpo fosse máquina o corpo pode ser maquina mas o meu não é e nem o seu é esse corpo em especifico que esse NCD propõem é um corpo sem orgãos to voltando para o Artaud antes de Deleuze voltando também para alguns escritos anteriores a esse nos quais o corpo sem orgãos para Artaud é aquele que sai de qualquer automatismo possível eita será que vai dar tempo são 12:45 agora é aquele que não é reativo é aquele que se cria é o carnaval é o que busca um outro jeito de fazer é um corpo anti-bolsonaro é um outro corpo mas que só existe porque é simetricamente oposto ao que os fundamentalismos do corpo e aqui a discussão não se pauta em cima de um tipo de corpo uma forma de se movimentar e de agir não se fala de uma ruptura de uma subversão de um corpo que vai atrás dos seus desejos e esse não é capturado pelo capitalismo como diz Sueli Rolnik agora eu ainda quero entender mais sobre Deleuze não sei nada dele mas sei que Sueli e Guattari dialogam eu trouxe Artaud porque em uma coisa chamada mestrado uso essa referência para falar do corpo BLOW_UP agora são 12:49 demorei 4 minutos para escrever quarto linhas em fluência não daria tempo de escrever uma se tivesse escolhido outro formato sim estou parodiando essa tarefa essa escrita e isso só acontece porque vocês esperavam outro formato um formato conhecido como “certo” novamente o simétrico oposto será que é sobre isso tudo isso bom eu realmente não sei me lembrei agora que durante a minha proposta II mote deste texto segurava uma arma, vestia uma roupa brilhante e falei qualquer coisa de Agamben sobre profanar falei também sobre a liberação de porte de armas me arrependi porque a Quito sempre falou para todos os alunos dela você não é o que você veste então talvez nesse caso penso que a caixinha de musica na proposta I seja o oposto assimétrico às minhas palavras mas é sobre opostos que estou falando ou é sobre a tensão entre os opostos sobre a dependência entre eles o que será? Pronto 12:57 Uri ainda não acordou não falou mamãe mamãe mamãe posso almoçar e vou leva- lo não vou atrasar e estarei montada como antes...


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