.... CARNAVAL .... o deboche do deboche


.... CARNAVAL ....

Questões II (Encontro 11/03/19)

o corpo-deboche ou corpo que debocha?

o corpo que debocha ou parodia está sempre em relação, ao lado de. De quais objetos

escolhemos debochar? Por quê?

como é possível debochar de si mesmo, de maneira que o observador reconheça a ação do

deboche? é possível experimentar/criar/ dançar uma fisicalidade do deboche? nossa realidade é/virou um deboche? Estamos debochando do deboche? o deboche como provocação política. o carnaval como palco do deboche. o corpo que debocha na alegria. o corpo na ação de estar em festa, em bando, no caos e na alegria. Como foi ver/estar junto/ experimentar o corpo no carnaval, o corpo do carnaval? Refletir sobre os experimentos que fizemos até aqui.


Reflexão a respeito das últimas experiências-encontros, dos textos e questões em torno do deboche e do carnaval .


Faz muito sentido, faz muito sentido, faz muito sentido, é muito latente, está acontecendo sem dúvidas, o deboche do deboche, o corpo deboche, o carnaval, os acontecimentos sem sentido, caóticos e distopias, o conceito que faliu perante os conceitos já falidos. O Corpo deboche, corpo festa, corpo carnaval talvez como única saída, como modo de entendimento mais eficaz perante tudo isso... Talvez é onde e como encontro meu corpo mais ativo e potente nesse momento, mesmo me deparando com dificuldades extremas em entender o deboche como prática de experiência em “sala” nesse grupo de estudos. O deboche, assim, inserido nesse contexto, supreendentemente tem me sido mais complicado de acessar. Sem dúvidas meu corpo-deboche acontece com mais facilidade quando não programado (?) para tal, de forma espontânea, permeado e auxiliado por estímulos diversos. Meu corpo deboche se dá pelo estímulo somente? Quais estímulos? É portanto, não apropriado por mim ainda?

Muito próximo, mas talvez não tateável por completo. Me sinto um corpo deboche ainda cego e cheio de expectativas. Muito carente de estímulos e do outro.

O corpo deboche como corpo que ocupa as frestas dos espaços, dos entendimentos, dos diálogos, das trocas e das experiências. Corpo deboche é fogo e é corpo da presença e do presente instante.

Corpo-criança. Performar a infância. A criança debocha das ações de seus parentes ao parodiá-las? Como, por exemplo, quando usa o salto de sua mãe andando pelo corredor da casa. Aqueles pequenos pés descontextualizados no sapato enorme.

Quando debochei de minha própria dança, chafurdei no erro e aproveitei os estímulos que me “atrapalhavam”. Muitos questionamentos se levantaram, mas sentia que de algo eu havia conseguido debochar.


Essa fisicalidade libidinosa, multidão, porosa, imensa, potente, cômica-explosiva. Maré alta. Tesão-tensão.


Me lembro dessas notas de corpo pós experiência com voz semestre passado que evidenciavam algo de deboche naquela fisicalidade... eu experimentava algo assim e me recordo, muito latente. Talvez seja um bom caminho para esse acesso:


“Finalmente o descontrole e não existe mais chão ou equilíbrio ou animais, esta tudo ali, caindo, ruindo e damos risada, NÃO HÁ CHÃO / ODEIO O NOVO/ QUEDA RIMOS DE MIM / O BOI RI DE MIM, o chão se fazia vertiginoso e inclinado...”

“Se o cú então não tem propósito, é só por meio dele que posso cair e só me jogo pelo risco e pelo riso, pelo descontrole – mesmo que odeie o novo. Mas é nesse abismo que mora a multiplicidade e é mim que moram dois seres: um gosta do silêncio e o outro do ruído. Eles transam para esquecer y riem de mim.”


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