NÚCLEO CINEMATOGRÁFICO DE DANÇA

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TRANSE EM TRÓPICO

TRANSE EM TRÓPICO. A coisa é. Imprevisível, eufórica, desejável, vulgar, obscena, sagrada, selvagem, grotesca, histérica, furiosa, louca, lúdica, frenética, perigosa. A coisa é. Ser trópico, estar nos trópicos, antropofagia, clichês, estereótipos, jardinagem e canibalismo. Uma performance, uma balada, um ensaio. A coisa é o encontro. É sair de si. Mudança das condições anteriores, trânsito da forma. Permitir ser tomado pela força de uma ação, deixar escapar, desviar. Alucinações perceptivas, alterações no eletroencefalograma. Transe. Transe entre afetos respiratórios. Os ritmos, os pulsos repetitivos que nos convidam de novo e de novo e de novo à transformação da alteridade. Um corpo entorpecido pelos padrões cíclicos. O êxtase. O êxtase como o ínfimo momento do revirar dos olhos. Como trânsito de um estado para outro, de uma forma para outra, de ser um para ser outro. Forças despossessivas. Abraçar o caos, o estranho, o desconhecido. A dança que escapa ao controle. Celebração. Festa. Lambidas e saliva. Do riso ao gozo. Encantamento, arrebatamento, entusiasmo, deslumbramento, assombro, euforia. Ter faro. Rir e chorar. Cultivar um pouco a distração, sem perder a consciência das mazelas e das agruras políticas da terra de Pindorama. Pequenos resvalos pela vegetação. Alegria Alegria. Comida. Cair de boca em uma corporalidade. Talvez cair de boca em um copo de cachaça ou uma manga verde. Ser bicho e ser gente. A coisa é. Crítica e clichê. Sintetizadores e estrobos. Take a walk on the wild side. Baladografia. Um ritual, uma explosão coletiva. Um manifesto. 

 

Mas é pra ser gostoso.

Concepção e direção: Mariana Sucupira e Maristela Estrela / Performers: Adriane De Lucca, Fabiane Carneiro, Ilana Elkis, Jaqueline Andrade, Katharina Souza Câmara, Mariana Sucupira, Mariana Taques, Maristela Estrela, Paulo Barcellos, Pedro Athié.

Estreia: 2021

 
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PEÇAS DE CONVERSAÇÃO

Uma mão que segura outra e persiste nessa imagem como se algo estivesse sempre mudando e ao mesmo tempo sempre permanecendo igual, em uma tentativa de re-conexão apesar do caos. Desapressar o passo. Ficar um pouco mais com as imagens, demorar-se mais com elas. Atrever-se a caminhar junto. Uma proposta de diálogo entre duas mulheres. Uma conversa.

Concepção, direção e performance: Mariana Sucupira e Maristela Estrela

 

Estreia: 2021